sexta-feira, 14 de junho de 2013

"Forte trabalho emocional para resgatar a autoestima do União"

Agenor Piccinin concedeu sua primeira entrevista coletiva como técnico do União na manhã desta sexta-feira, 14, dando muita importância para o fator emocional do grupo.



O técnico Agenor Piccinin concedeu sua primeira entrevista coletiva como treinador do União Frederiquense na manhã desta sexta-feira, 14, na nova casa, o Vermelhão da Colina. Veja o que ele pensa sobre a situação da equipe, que precisa manter os olhos bem atentos a duas tabelas na Divisão de Acesso: a do Grupo B do segundo turno, em que as possibilidades de classificação para as quartas de final não são distantes; e, principalmente, a tabela geral da competição, que define os três rebaixados para a Segunda Divisão 2014, e que merece mais atenção, já que o União tem chances reais de fugir da "zona da morte".
O treinador falou também sobre os planos para  vencer neste domingo, 16, no seu primeiro confronto, diante do Guarany de Camaquã, em casa, que poderia colocar o União lado a lado com o Farroupilha, adversário real no caminho da recuperação.


Situação é difícil, mas não é impossível
"É um desafio, mas já trabalhei em equipes que estavam na mesma situação, ou até piores, com apenas dois jogos, e conseguimos reverter. Os números não são favoráveis ao União. Precisamos também de uma combinação de resultados, mas o pensamento é positivo e a intenção é reverter o resultado. Se o grupo é o mesmo que criou esta situação, ele precisa ser capaz de revertê-la. Somando sete pontos, conseguiremos conquistar nosso objetivos. É um número difícil para apenas três jogos, mas não é impossível. É preciso pensar jogo a jogo. Nossa situação, hoje, está pior do que antes em função de uma derrota para uma equipe que não tinha expressão nem pontuação. Temos que respeitar os adversários como competitivos e fazer o melhor. O torcedor tem papel fundamental nesta busca. Não é hora de tentar encontrar defeitos. O momento é de prestar apoio".
Trabalho emocional para resgatar a autoconfiança
"No mínimo, temos que ter a atitude de uma equipe que tem que fazer resultados. Estou motivando o grupo, buscando dentro deles um novo atleta, um novo desafio para eles. Precisamos trabalhar em três situações: emocional, físico e técnico, para fazer o diferencial que não aconteceu até agora. No segundo treino, o grupo já conseguiu levantar a cabeça. Quando chegamos aqui, o pessoal estava olhando para o chão. Hoje, estão fazendo algumas brincadeiras, arriscando um pouco mais, e isso é importante para mudar o perfil do time. Buscamos lideranças, que estavam abafadas, dentro do grupo. Nenhum desses atletas chegou ao União sem passar por uma triagem. Eles têm qualidades e temos que colocar estas qualidades em prática para fazer a diferença. Futebol, hoje, é trabalhar 33% a cabeça, 33% a parte física, e 33% a parte tático/técnica. O momento do União exigiria até uns 10% a mais de trabalho em cima do emocional, porque o grupo sentiu muito, principalmente, esta última derrota contra o Gaúcho-PF".
Planos para a sequência da competição
"Não podemos chegar aqui e achar que está tudo errado, mudar meio time. Vou trabalhar conforme o que eu penso: experiência, motivação e busca por qualidades, mexendo o mínimo possível. Este time já teve resultados positivos e precisamos resgatar esta imagem positiva, as vozes de comando dentro do campo e a vontade de buscar os resultados. O momento é de valorizar o grupo, corrigir falhas, recuperar a autoestima baixa e entrar em campo. O União não contrata mais e não temos como modificar o grupo que temos. Trabalhamos, nos cinco turnos de treinos que já tivemos, com várias situações. No final do treino de hoje (sexta-feira, 14), a ideia é ter os 11 jogadores que enfrentam o Guarany-Cam definidos. No momento, precisamos de um grupo que tenha 100% de condição de responder. Vai para dentro de campo só aquele jogador que tenha condição física, condição técnica e, acima de tudo, a vontade e a atitude para reverter este quadro".

Felipe Zibell
Jornal Folha do Noroeste

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